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Ângelo Rodrigues o Luis dos morangos com Açúcar

 
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morangos
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MensagemColocada: Dom Jan 06, 2008 12:38 pm    Assunto: Ângelo Rodrigues o Luis dos morangos com Açúcar If a post contains some illegal issues you may abuse on it - just click Abuse and fill the form Responder com Citação

Na ficção namora com a Jennifer, uma rapariga sempre pronta para armar confusão! Será que, na vida real, o Ângelo se deixa levar por tantas artimanhas?
Angelo confirma: "Estou a viver o melhor momento da minha vida"! Os Morangos com Açúcar catapultaram-no para o sucesso, mas já anteriormente tinha participado no programa P.I.C.A. da RTP.
O moranguito admite que "a experiência nos Morangos está a correr muito bem, é muito gratificante apesar de cansativa devido À carga horária".
Mesmo assim, o actor não desiste e empenha-se totalmente nesta aventura! Será que esconde algum segredo para tanto sucesso? Disso não temos a certeza, mas o Ângelo confirmou que ser actor dá muito trabalho: não é só estudar os textos mas libertar-se a si próprio e conseguir estar à vontade para interpretar outra pessoa! Com o tempo é possivel fazer mais!
É preciso talento. E talento não lhe falta, porque este gato já entrou em diversas campanhas publicitárias antes dos Morangos com Açúcar.Por isso, sabe bem o que quer, e o que quer está em Lisboa! Vive na capital há um ano, "longe dos pais, dos irmãos e dos amigos", mas, para ele este foi o motivo para se "sustentar sózinho" e criar a sua "própria independência"!
Quanto ao sexo oposto, o actor segreda que "nunca tive muito jeito para as raparigas", e queixa-se de "amores não correspondidos". É por isso que não se entrega às pessoas...tem medo de se desiludir! Quem diria? Confessou-nos que, durante um ano, viveu um amor proibido, mas isso faz parte do passado e, neste momento, está pronto, para se deixar cair nas rédeas do amor, já em 2008! Preparem-se meninas, o Ângelo está aí para destroçar muitos corações.

Fonte: Revista Bravo

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Editado pela última vez por morangos em Qui Jan 17, 2008 8:53 am, num total de 2 vezes
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morangos
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MensagemColocada: Dom Jan 06, 2008 9:51 pm    Assunto: Entrevista a Ângelo Rodrigues If a post contains some illegal issues you may abuse on it - just click Abuse and fill the form Responder com Citação

Quem vive no Norte sabe que as artes estão em Lisboa

Ângelo Rodrigues parece saber o que quer. O menino-bonito da quinta série de "Morangos com açúcar" está a apostar forte na sua carreira. Todas as suas opções têm sido feitas, aliás, nesse sentido. O ex-barman da Discoteca Lux e aluno do curso de Artes e Espectáculos, que pôde ser visto no anúncio para a Liga Portuguesa Contra a Sida, tem o sonho de um dia experimentar o cinema.


Aos 20 anos, Ângelo Rodrigues é protagonista da novela juvenil da TVI. Para agarrar a oportunidade de vestir a personagem "Luís Ferreira", um pequeno astro do andebol, o actor teve de deixar para trás a família, de Gaia, e rumar a Lisboa.



Passar do quase anonimato da RTP2 para uma série líder de audiências na TVI foi uma grande oportunidade?
Sim, mas persegui essa oportunidade. A visibilidade dos "Morangos" é incomparável à minha pequena participação em "Doce fugitiva" ou mesmo ao magazine cultural que fiz durante seis meses na RTP2.

Foi difícil entrar nos "Morangos"?
Um pouco. Todos tivemos de nos submeter a um 'casting', onde foram seleccionadas várias pessoas para um primeiro 'workshop' de interpretação, câmara, voz e desporto, já a pensar nos 'Morangos'. Após um mês e meio foram então seleccionados alguns para integrar a série, e eu fui um deles. Mas a entrega é sempre igual, mesmo com personagens diferentes.

A abordagem na rua também é diferente?
Sim, mas acho normal que os actores, a partir do momento em que entram na vidas das pessoas diariamente, roubando-lhes um pouco da privacidade, também tenham de ceder um pouco da sua privacidade quando são abordados na rua pelas pessoas.

Como é ser filho da actriz Maria João Abreu na ficção?
É muito bom porque ela é uma actriz fantástica. Aprende-se imenso com ela, e não quer dizer que ela ande por aí a dar conselhos. É mesmo pela forma como trabalha. Depois, o "Luís" foi para mim uma coincidência. Na série, sou órfão de pai e vivo com a minha mãe, que é auxiliar de acção educativa na escola que frequento. Na vida real a minha mãe também é auxiliar educativa. Portanto, fui buscar muitas coisas às minhas vivências.

Chateia ser uma personagem que é alvo predilecto dos "maus" da fita?
Um pouco. Mas o Luís tem muito de mim, ao contrário do último papel que tive em televisão e que era cómico.

Sair de Gaia rumo a Lisboa foi uma decisão difícil?
Não, de todo. E não o foi porque já algum tempo que tinha a certeza que era isso que queria realmente fazer da minha vida e que passava por, precisamente, me formar e lançar. Estava muito determinado e não custou absolutamente nada. Para mim, essa mudança até foi natural.

Porquê Lisboa?
Precisamente porque quem vive no Norte tem a consciência de que tudo o que se relaciona com as artes do espectáculo se localiza em Lisboa. De uma certa forma somos prejudicados. Apesar de me sentir um pouco deslocado e por muito que goste da minha cidade, tive de sair de Vila Nova de Gaia porque é em Lisboa que se concentra tudo. Nasci no Porto, mas sempre vivi em Gaia. Quando cheguei a Lisboa, em Julho de 2006, vinha com a intenção de tentar a minha sorte no mundo do espectáculo, mas também de me formar.

A adaptação tem sido fácil?
Posso dizer que sim. Já fazia alguma coisa em teatro e, entretanto, entrei para uma agência, que me lançou na publicidade e em catálogos. Comecei por me deslocar várias vezes do Porto a Lisboa. E com isso fui conhecendo algumas pessoas e fazendo amizades, que me ajudaram nessa adaptação. Também ajudou o facto de frequentar o curso Artes do Espectáculo, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

A família aceitou bem essa opção?
A família vai acompanhando de longe e não estranhou a minha partida porque conhece a minha determinação. Há muito tempo que falava da minha partida, e eles começaram a perceber que eu não estava a brincar.

E a banda também ficou no Porto?
Sim, só que a minha banda, os "Ecstasy", tem quase três anos e agora estou a tentar introduzir novos elementos para a reformular e adapta-la àquilo que gosto mais de fazer, enquanto vocalista, que é o Hip-Hop. Mas continuo a escrever letras.

Moda, teatro, música e televisão. O que vem a seguir?
(Risos) Adoraria fazer cinema, acho que é o sonho de qualquer actor, principalmente para mim que comecei a fazer teatro aos 15 anos. Era excelente que começasse a existir um mercado em Portugal que permitisse recrutar novos valores. Embora estejam a surgir novos realizadores. Aliás, há toda uma nova geração à espera de oportunidades. E esse é o único género que me falta.

Fonte: Diário de Notícias de 6 de Janeiro de 2007

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Editado pela última vez por morangos em Qui Jan 17, 2008 8:54 am, num total de 1 vez
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MensagemColocada: Qui Jan 10, 2008 8:55 pm    Assunto: If a post contains some illegal issues you may abuse on it - just click Abuse and fill the form Responder com Citação

Em três frentes


"Vim para cá de malas e bagagens porque era aqui que eu sabia que queria ficar".
É desta maneira que Ângelo Rodrigues descreve a sua mudança para Lisboa, ainda adolescente. Aos 20 anos, este miúdo com paixão pela representação e pela música entrou na Faculdade de Letras "para estudar Artes do Espectáculo"e nunca mais parou. Fez várias coisas relacionadas com teatro e televisão, desde o Pica, na RTP2, à estreia em Doce Fugitiva. Actualmente, dá vida a Luís, em Morangos com Açúcar, mas a paixão pela música também tem falado mais alto "Neste momento estou a formar os X-Tasy - nome provisório - com um DJ, duas vozes femininas, baixista e falta-me um teclista para o projecto arrancar", confessa o jovem. Ângelo Rodrigues, que se vai aventurar, mais uma vez, no teatro. Só que nem tudo é um mar de rosas:
"Falta-me alguém que patrocine a peça, porque já está escrita e as personagens atribuídas" e quando tal situação estiver resolvida "arrancamos logo".
Com tantos projectos em mente, o jovem actor admite que fraquejou: "Ao princípio, senti algum cansaço, mas como já se tornou numa rotina, começo a ficar habituado"


Longe da terra-natal
É portuense de gema e sente muitas saudades da sua terra-natal. Ângelo Rodrigues mudou-se para a capital há ano e meio, porque "tudo o que quero fazer é em Lisboa que se encontra". O Natal foi passado em família, na cidade Invicta, "onde já não ia desde Junho". Aproveitou para visitar familiares e para matar saudades.

Fonte: Tv7 dias de 9 de Janeiro 2008
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MensagemColocada: Qua Jan 16, 2008 9:39 am    Assunto: Ângelo Rodrigues e o dia dos Namorados If a post contains some illegal issues you may abuse on it - just click Abuse and fill the form Responder com Citação

Ângelo Rodrigues e o Dia dos Namorados

Tens namorada? Actualmente, não tenho namorada.
És ciumento? Sou saudavelmente ciumento.
E Romântico? Sim, sou.
O que aprecias mais numa rapariga? O sentido de humor, a sinceridade e a humildade. A nível físico, o olhar é fundamental. Sempre tive tendência para raparigas de olhos e cabelos claros, o que não quer dizer que não me interesse por outro género.

Fonte: 100 % Jovem

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Editado pela última vez por JustGirls em Seg Out 19, 2009 5:41 pm, num total de 1 vez
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MensagemColocada: Seg Out 19, 2009 5:37 pm    Assunto: Ângelo Rodrigues: “Pretendo realizar os meus filmes” If a post contains some illegal issues you may abuse on it - just click Abuse and fill the form Responder com Citação

Ângelo Rodrigues: “Pretendo realizar os meus filmes”


O actor, de 22 anos, nasceu no Porto mas viveu até aos 18 anos em Vila Nova de Gaia. Faz de Germano em “Deixa que Te Leve” (TVI) e divide-se entre o cinema, o teatro, a televisão e a música. Ambiciona gravar um CD no qual escreve as letras e canta. Enquanto isso é DJ, com uma agenda preenchida com vários eventos.

- Quando é que decidiu deixar Vila Nova de Gaia e vir para Lisboa?

- Tinha que vir para a capital, porque é óbvio que em Portugal as coisas estão mais centralizadas em Lisboa. Há mais oportunidades do que no Porto, por exemplo. Mesmo se para quem já tem uma carreira é muito difícil estar noutra cidade, imaginem para quem não tem carreira nenhuma e quer começar a trabalhar… O meu objectivo era só acabar entretanto o décimo segundo ano e vir para Lisboa trabalhar e estudar.

- Veio para a capital com que idade?

- Tinha 18 anos e a minha prioridade era estudar e sustentar-me. Inscrevi-me num curso de Artes do Espectáculo na Faculdade de Letras e tinha um objectivo muito imediato, que era arranjar um trabalho em duas semanas. O meu primeiro emprego foi no Lux, onde fui barman durante seis meses. A partir daí começaram a surgir oportunidades e foi muito complicado conciliar os horários com os estudos. Trabalhava à noite, estudava de dia, e a seguir fui convidado para fazer televisão. Fiz então umas quantas directas, o que não é nada aconselhável sobretudo para a nossa performance e o nosso bem-estar psicológico.

- Qual foi o seu último trabalho?

- Foi no filme “Está Onde Menos se Espera”, realizado por Joaquim Leitão, no qual tenho uma pequena participação. Esta, pode mesmo dizer-se, foi a minha estreia no cinema. Tinha entretanto acabado os “Morangos com Açúcar” e disse à minha agente que adorava fazer cinema – e o convite caiu mesmo de pára-quedas. Fiz uma pequena aparição, como dono de uma loja de música. É pequena mas já dá para ter um saborzinho especial.

- Como e quando é que se estreou em televisão?

- Participei na novela “Doce Fugitiva”, na TVI, em 2006. Fazia de Frederico, ele tinha um temperamento especial e era um bocado racista. A personagem era para ser maior mas surgiu-me outro projecto, mais duradouro, e optei por ele. Era o “P.I.C.A”, na RTP 2, um magazine cultural que misturava a ficção e a realidade. Adorei fazer, e acho que o programa quebrou algumas barreiras, foi pena ter acabado. Quando terminou fiz um casting para os “Morangos com Açúcar” e um workshop de interpretação, voz e câmara, que durou cerca de dois meses. Fui seleccionado para entrar na quinta temporada, na pele de Luís Ferreira, um jogador de andebol.

- Foi nesse workshop que conheceu a sua namorada, Vanessa Martins?

- Sim, nós trabalhámos juntos no núcleo dos cinco protagonistas e começámos a namorar. Namoramos há dois anos.

- E em teatro, o que é que já fez?

- Estudei em Santa Maria da Feira e tive oportunidade de integrar uma companhia de teatro semiprofissional e fazer “A Lamentação da Mula”, em 2003, e no ano seguinte “Designação”, peças que foram encenadas por Jorge Castro Guedes. Essa foi a minha porta de entrada. A minha escola tinha um auditório, que estava em boas condições, mas o espaço não era muito aproveitado; fui falar com a dona da escola e propus-lhe começar a escrever as peças, encená-las e interpretá-las. Foi assim que nasceu o bichinho da representação.

- Essa oportunidade de fazer televisão foi primeiro na novela “Doce Fugitiva”, depois no “P.I.C.A.” e a seguir nos “Morangos”…

- Sim. Podem dizer muito mal dos “Morangos” mas o que é certo é que o grande intuito é formar novos talentos, e nisso a TVI ganhou a aposta. É uma grande escola de actores. Os “Morangos” acabaram por quebrar muitos tabus, foram abordados temas como drogas, álcool, sexo e muitas outras coisas que acontecem nas escolas, só que até então não se falava delas. Já chega de a nossa sociedade ser tão retrógrada.

- Fez também um telefilme…

- Sim, foi “Pelas Próprias Mãos”, onde era o Zé João. É curioso que assim que acabei os “Morangos” estava no ar “Casos da Vida”, da TVI, e houve a oportunidade de fazer um. O realizador era um dos argumentistas do “P.I.C.A.”, o Artur Ribeiro. Sempre ficou subjacente o gosto de voltar a trabalhar com ele. A personagem foi escrita de propósito para mim e tive oportunidade de fazer uma coisa completamente diferente. Era um rapaz da aldeia cujo único objectivo era beber. O meu personagem e o do Manuel Melo violaram uma rapariga. Depois sofreram as consequências desse acto. O “Caso da Vida” permitiu-me também trabalhar com Nicolau Breyner, que só por si é uma instituição.

- E a seguir?

- Fiz o filme “Corações Partidos”, onde era o Rafael. Foi um projecto levado a cabo por seis realizadores que frequentaram o mesmo ano no Conservatório. Pediram um subsídio através da produtora Rosa Filmes. O objectivo era contar a história de cinco elementos de uma banda em que cada um realizava um segmento. São cerca de 20 minutos para cada segmento, que corresponde a cada um dos personagens e tudo o que gira à sua volta. Tive a oportunidade de fazer o Rafael. Apesar de ter pouco diálogo, adorei essa vertente, porque nos estimula. Não podemos tirar partido das palavras. Temos de conseguir dizer tudo com o olhar e os nossos gestos. Filmei durante 15 dias, de madrugada, e acordava às sete da manhã para ir gravar a novela “Deixa Que Te Leve”. Saía às 20h00 dos estúdios para estar à meia-noite nas filmagens. Foram mais umas quantas directas – mas estou aqui para fazer sacrifícios pela profissão. Quem corre por gosto não cansa.

- Para quem queria experimentar fazer um filme, acabou por fazer vários.

- É verdade, trabalhei com excelentes actores e realizadores. Aos bocadinhos, vamos tirando o que de bom tem esta profissão, que é conhecer essas pessoas, e o facto de poder trabalhar com elas vale por mil workshops e cursos. Estamos a ter uma aula ao vivo.

- A sua família vê os trabalhos que faz em televisão, por exemplo?

- Eles [pais e três irmãos] vêem, claro. Mas eu não gosto das críticas familiares, porque são sempre positivas, qualquer coisa que façamos eles gostam e dizem que vamos muito bem no nosso papel. Quando quero que o meu ego fique em cima telefono-lhes. Mas para ter uma opinião construtiva recorro a colegas. Eles dizem sempre o que pensam. No entanto, às vezes, não estou preparado para ouvir algumas coisas…

- De 2004 até 2008 fez vários workshops…

- A formação é a base de qualquer actor. Pode haver talento, que é essencial, mas a formação é a base de tudo. Há pessoas com muito talento mas que se desleixam na formação, e depois vão-se perdendo pelo caminho; e há pessoas com menos talento que por apostarem na formação acabam por tornar-se igualmente boas.

- Quais são os seus actores de referência?

- Para mim, o melhor actor português deste momento é o Ivo Canelas. Ele é fantástico e está a tornar-se, aos trinta e tal anos, o melhor da sua geração, sem dúvida. Estou maravilhado com a actuação dele desde as longas-metragens à “Liberdade 21″ (RTP 1). A nível internacional, gosto do Robert De Niro, que é um autêntico camaleão. Ele domina tudo, desde a comédia ao drama, consegue ser muito versátil e completo em todos os sentidos. Também gosto de Al Pacino e do Jack Nicholson.

- Com quem gostaria de contracenar?

- Adorava poder trabalhar com o Ruy de Carvalho e com a Eunice Muñoz, pelo que eles representam e o que fizeram pela nossa arte. Sinto uma grande curiosidade em relação à Alexandra Lencastre, gostava de saber como é contracenar com ela. A par do Ivo Canelas, gostaria também de estar ao lado de Beatriz Batarda, Filipe Duarte, Gonçalo Waddington, Nuno Lopes, João Lagarto e Marco d’Almeida.

- Tem algum guionista com quem gostaria de trabalhar?

- Gostave de trabalhar com o Rui Vilhena. Desde os ‘Bastidores’, na RTP 1, que sou fã dele. Gosto do estilo, do ritmo, da dinânica e dos conflitos interiores que dá às personagens.

- Pensa, entretanto, investir numa carreira internacional?

- Quero tornar-me cada vez melhor e mais completo e ter a oportunidade que, por exemplo, o Diogo Morgado teve de contracenar com o Al Pacino. Quero manter os pés assentes na terra. Há um milhão de pessoas a quererem ir para Hollywood e singrar lá. Obviamente que eu tenho esse sonho.

- Fez um workshop de câmara. Quer passar para trás das câmaras?

- Vou agora começar a estudar realização na Escola Técnica de Imagem e Comunicação. Vou querer realizar os meus filmes no futuro, e até lá espero que a nossa indústria se desenvolva e comecemos a ter mercado cá em Portugal. Já fiz formação em guionismo e estou a escrever uma curta-metragem. Quero tornar-me o mais completo possível. Gostava de chegar ao nível do Woody Allen, mas a primeira fase é realizar e talvez escrever o guião, se conseguir fazer isto já me sinto feliz. Talvez mais tarde represente também.

- Fez também rádio?

- Começou por ser uma brincadeira mas acabou por ser muito produtivo. Ajuda-nos a colocar a voz e a libertá-la, a ter sempre o discurso preparado. Tive um programa meu, uma vez por semana, chamado “Oxigénio”, na Rádio Águia Azul [Santa Maria da Feira], e isso ajudou-me bastante.

- Também está ligado à música…

- Tenho um projecto, desde os 16 anos, que é o lançamento de um álbum. Sou eu que escrevo as letras, canto e trabalho com outros produtores, só não componho a música. A música é a minha grande paixão, a par da representação, e surgiu a oportunidade de começar a passar som como DJ. E tenho tido sorte.

- Agora é o Germano de “Deixa Que Te Leve”.

- É a minha primeira novela pós-”Morangos”. Há sempre aquela barreira dos que só se ficam pelos “Morangos” e desaparecem e os que continuam a trabalhar. Foi-me dada essa oportunidade e estou a adorar o personagem.

REFLEXO

- O que vê quando se olha ao espelho?

- Insegurança. Uma mistura de vulnerabilidade com necessidade de auto-realização. Até porque, para que os outros acreditem em mim, é preciso que eu acredite em mim próprio. É difícil mas tento camuflar isto tudo da melhor maneira.

- Gosta do que vê?

- Cada vez mais. Tenho andado a tolerar mais a percepção que tenho de mim próprio.

- Alguma vez lhe apeteceu partir o espelho?

- Acho que acontece com toda a gente. Por vezes vejo-o um pouco embaciado, por causa de uma suposta ideia de auto-imagem. Digamos que já apanhei muitos cacos do chão – mas consigo sempre reconstruí-lo.

- Quem gostaria de ver reflectido no espelho?

- Só quem tem uma grande falta de auto-estima gostaria de ver outra pessoa reflectida no espelho. Eu, claro.

- Pessoa de referência?

- A minha tia, Estrela Novais. Um exemplo de força, sobrevivência e vitória.

- Momento marcante?

- A minha mudança para Lisboa. Agarrei nas malas e vim assim, sem mais nem menos. Mas a vida é feita de decisões: algumas boas, outras nem por isso. Desta não me arrependo.

- Qualidades e defeitos?

- Defeitos? Tudo o que possam dizer de mim. Qualidades? Quem me conhece sabe.

Fonte: Correio da Manhã

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